
Direito Ambiental e Desmatamento: STJ Firma Novo Entendimento
O Superior Tribunal de Justiça consolidou posição sobre responsabilidade civil por danos ambientais em áreas de preservação permanente, com reflexos em milhares de processos.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou, em julgamento sob o rito dos recursos repetitivos, importante entendimento sobre a responsabilidade civil objetiva por danos ambientais em Áreas de Preservação Permanente (APP).
A Tese Fixada
A Corte consolidou que a obrigação de recuperar danos ambientais causados em APP é propter rem — ou seja, acompanha o imóvel independentemente de quem causou o dano. Isso significa que:
- O adquirente de imóvel com passivo ambiental responde pela recuperação, mesmo sem ter causado o dano
- A boa-fé do comprador não afasta a obrigação de recuperação
- A prescrição não se aplica às obrigações de fazer relacionadas à recuperação ambiental
Impacto nos Negócios Imobiliários
A decisão tem reflexos significativos para o mercado imobiliário e para operações de M&A que envolvam ativos com componente ambiental:
- Due diligence ambiental torna-se ainda mais crítica em transações imobiliárias
- Cláusulas contratuais de representações e garantias ambientais ganham importância
- Precificação de ativos deve considerar o passivo ambiental potencial
Perspectivas para a Advocacia Ambiental
O entendimento do STJ reforça a importância da assessoria jurídica especializada em direito ambiental. Advogados que atuam em transações imobiliárias e empresariais devem incorporar a análise ambiental como parte essencial do processo de due diligence.


